O quarto de paredes carmim
Ou carmesim, magenta quiçá
Ou de qualquer outra cor assim
Assim quente
e envolvente
A cama
ardente e grená
A afoguear
A
vermelhidão
A inflamar a paixão
candente
sentia meu corpo a latejar
ávido desse
teu inferno esbraseado
nele todo me
queria arder
todo me queria incendiar
e queimar-me
até morrer
E deitado
nas chamas desse leito
Enquanto nelas ardia
Extasiado
assistia
À volúpia - também
ela rubra
desse ritual
a preceito
quase do
outro mundo
a visão
ficava turva
ao
contemplar os seios
de alabastro
a reluzir no carmim
num reflexo
rubicundo
e quase ensandecia
ao vê-los serem cobertos
por esse
negligée de cetim
também ele
carmesim
escarlate,
rubi
ou de outro
vermelho assim


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