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domingo, 27 de dezembro de 2015

(des)abrigo

















Já não sei

se de ti ainda me abrigo

como um castigo

com que tenha de lidar

assim como não sei  se consigo

sequer de mim me abrigar


há dias em que quero

ainda fugir

só que já nem sei por onde ir

nem para que lado;

se para onde enfrento,

se para onde me evado



a raiva que entretanto secou

por esses dias de evasão

a inveja que já se rasgou

desfeita pela ilusão

de que um dia

os dias não mais

seriam de negação

mas sim de fogo

de renascimento



e já passaram  mais de mil

desses dias de lamento

onde continuo a habitar

nesses dias ainda vagos

que continuam rasgados

e cheios de nada
que os possa completar.


(que me perdoe MTHorta por lhe roubar o mote) 

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