Clique numa das páginas para opções

terça-feira, 14 de outubro de 2014



Não me deixes
 

Não me deixes, que me despedaço
Que a minha alma se dilacera
Rasgada por essa dor crua e fera
De não te ter no meu regaço.

Não me deixes que insandeço
Que a noite vem, plena de negrume
Onde a solidão  sibila o seu queixume
E com os gritos do silêncio eu ensurdeço.

Cruel, começa o dia perturbador
Mais um dia sem o teu amor
Surreal, sinto-te pairar

Intangível- não te consigo alcançar .
Erguem-se então as mãos, numa súplica desesperada:
Não me deixes, porque  sem ti, eu não sou nada.


Barreiros Junho 2014

Sem comentários: