Não me deixes
Não me deixes, que me
despedaço
Que a minha alma se
dilacera
Rasgada por essa dor crua
e fera
De não te ter no meu regaço.
Não me deixes que
insandeço
Que a noite vem, plena de
negrume
Onde a solidão sibila o seu queixume
E com os gritos do
silêncio eu ensurdeço.
Cruel, começa o dia
perturbador
Mais um dia sem o teu amor
Surreal, sinto-te
pairar
Intangível- não te
consigo alcançar .
Erguem-se então as mãos, numa súplica
desesperada:
Não me deixes, porque sem ti, eu não sou nada.
Barreiros Junho 2014

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