Ausência
Cerro as pálpebras de
cansaço
Onde o agitado sono se
insinua
Sonho, procuro-te –
estendo um braço
Agarro o vazio na
almofada antes tua.
Aperta-se o peito numa
aflitiva fremência
Medos, angústias nesse
pesadelo vivi
Acordo, e de novo a tua ausência
Esvai-se a minha alma
esventrada de ti.
.
.
E cresce o dia com tua
presença constante
Cada minuto, cada
segundo, loucamente incessante
Como as águas de um rio
selvagem
Onde me afogo na tua
imagem
Sugada assim tão de repente
P'lo vórtice dessa impiedosa torrente.
Barreiros, Junho 2014

1 comentário:
vórtice
Enviar um comentário