Travessia
Morro à míngua de água
Neste deserto sem fim
Nenhum poço para afogar a
mágoa
Nenhuma cascata chama por
mim
Nenhum charco, nenhuma
fonte
Para mitigar esta sede
imensa
Da miragem vem o rio, vem
a ponte
Tudo sublima na aridez
intensa
Rubra o sol, vem o dia
alucinante
Nem sombra, nem palmeiras
por diante
Naquele horizonte
infinito
E quando a noite vem com
o seu grito,
Cai o vazio, o silêncio
sepulcral
Agudiza-se então a dor, cruel
como um punhal !
Barreiros, Junho 2014


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