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terça-feira, 14 de outubro de 2014



Travessia

Morro à míngua de água
Neste deserto sem fim
Nenhum poço para afogar a mágoa
Nenhuma cascata chama por mim

Nenhum charco, nenhuma fonte
Para mitigar esta sede imensa
Da miragem vem o rio, vem a ponte
Tudo sublima na aridez intensa

Rubra o sol, vem o dia alucinante
Nem sombra, nem palmeiras por diante
Naquele horizonte infinito

E quando a noite vem com o seu grito,
Cai o vazio, o silêncio sepulcral
Agudiza-se então a dor, cruel como um punhal !




Barreiros, Junho 2014
 

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