sala de embarque
sala de
enfarte
olhava e tu
não vinhas
transpirava,
fremia
não estavas
em nenhuma parte
não entravas
aquela porta
suportava a
asfixia
iminente
embolia
a esperança
quase morta
naquele
curral de gente
inquietude,
angústia
num incrível,
indizível expoente
pastoso suor
em mim escorria
alucinava
mas não surgias
nauseio-
nego o evidente
por aquela porta
tu não virias.
implode
minha alma
numa
convulsão afligente
fragmentos deixei ,
no chão
nos rostos da gente
mas,
à parte
levei comigo o enfarte
no pobre coração
indigente.


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