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domingo, 26 de abril de 2015

ressaca





tenho horas de ressaca
ébrias de letargia
apático  marasmo invade
a minha existência vazia
essa inquietude que ataca
por esses dias de modorra
retalho a angústia  à faca
sem que sangue dela escorra,

do coração exaurido
vazio de afago
árido de gotas, de bagas
não restam sequer chagas
ou pingos de fluído
nesse  âmago
lânguido
em mármore convertido.

apenas as marcas
das farpas
do abandono,
dos cravos
do esquecimento,
onde resvalam as emoções
se perdem as sensações
faz  ricochete o sentimento.



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