segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sentidos
Meu amor
Todas as vezes que nos amamos
Meu amor
Plenos de loucura
Paixão e cor
E cor, meu amor
Branca de nome escrito na neve
Azul de águas rasgadas
De nuvens trespassadas
Meu amor
Verde de prados
Salpicados de lã
De árvores com alma irmã
E beijos de lábios grenat
Meu amor
Em horizontes de mil tons
E sons.
De vento em folhas caledónias
De córregos em leitos rebeldes
De aves de vôos eternos, planos
Assim amamos
Meu amor
E com os sentidos voamos
Nas asas que colamos
aos abraços que
partilhamos.
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1 comentário:
Grávida de ti
Esperei a hora de nasceres
E tu vieste como um recém-nascido
Com olhos de espanto, sem passado, só futuro
Crescente de riso, de amor, de histórias
Menino de colo com sede de amor
Lugares, sentidos, cheiros e marés
Pele, osso, hálito e suor
E o tempo passou sem dizer
Que um iria crescer e outro aprender
Que o parto é dor de separação
Que rasga e deixa o vazio
E a alma dividida
Proibida de lembrar e com medo de esquecer.
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