não, não te posso ver
ai não,
nem olhar
sequer tocar
ou com teu cheiro embevecer
sob pena de novo me perder
no labirinto da paixão
no instinto do beijo
medo de me prender
no indómito desejo
dessa fulminante atracção
e sim, ai sim
só te quero ter
tanto ,tanto e não poder
no teu corpo desaguar
e amar-te até ao fim
ai não, não sou capaz
de vencer o orgulho ruim
antes o lancinante sofrer
desse querer tão mordaz
que se apoderou de mim.
Barreiros, Janeiro 2015


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