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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

os amigos coloridos


Almas pela
Utopia libertina tentadas
Pela paixão assoladas
Corpos que se entregam
Para além do compromisso
Assumindo o vício
De desejos incontidos
Fingem ser descomprometidos
Os amigos coloridos

Sede em copos comuns
Saciada
Verdades, mentiras confessadas
Êxtase, angústias partilhadas.
Brinquedos.
Segredos.
Fantasmas escondidos
São cúmplices até nos medos
Os amigos coloridos

Vã tentativa de esconder
Aquilo que só eles não querem ver
Olhares apaixonados
Gestos envolventes
Mãos entrelaçadas
Corpos carentes
Vontade de não sofrer
Disfarçam os sentimentos
Como se fossem proibidos
Os amigos coloridos

E as suas vidas decorrem
Por caminhos cruzados
Porque os amigos coloridos
Não mais são afinal
Do que simples namorados

1 comentário:

redeazul disse...

your slightest look easily will unclose me
though i have closed myself as fingers,
you open always petal by petal myself as Spring opens
(touching skilfully, mysteriously) her first rose

(...)

(i do not know what it is about you that closes
and opens; only something in me understands
the voice of your eyes is deeper than all roses)
nobody, not even the rain, has such small hands

E. E. Cummings

(aqui só mudo as small hands)