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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Simone ( de Beauvoir )


Simone de Beauvoir dedicou a maior parte da sua existência à escrita. Para ela, escrever era levar em conta a diversidade do mundo de forma a justificá-lo. A sua escrita abrangeu diversos géneros através dos quais procurou comunicar o sentido vivido do seu ser no mundo, suas ambiguidades e complexidades. Os seus ensaios foram de uma singular importância para o século XX. Os seus romances, muitos deles inspirados em experiências pessoais, sempre abordaram temas existencialistas. Escreveu uma extensa obra autobiográfica traçando um interessante panorama das várias décadas que presenciou. Juntamente com Sartre, participou de uma intensa vida cultural e política que a levou a viajar pelo mundo e a assumir firmes posições em defesa da liberdade de expressão. Escreveu também numerosos artigos sobre questões éticas e políticas, fundando com Sartre a revista Les Temps Moderns.

Nenhuma linha escrita por Simone de Beauvoir foi recebida com indiferença. Os seus livros de memórias e autobiografias, romances e novelas, tratados e ensaios sempre tiveram o mérito de expor uma escritora determinada na discussão democrática de propostas de mudança radical das estruturas psíquicas, sociais e políticas da existência humana.

Na verdade, não importa saber até que ponto o pensamento de Beauvoir é correcto o u não. Mais relevante é aceitar-lhe o desafio : através da leitura, aproveitar a oportunidade de trocar ideias, de se tornar disponível às experiências dos outros, não para absorvê-las ou rejeitá-las, mas para, reconhecendo criticamente as diferenças individuais, salvaguardar o máximo possível a essencial liberdade de cada um.
Talvez seja essa a apaixonante lição dos livros de Simone de Beauvoir.


O primeiro romance publicado de Beauvoir narra os conflitos de uma mulher de 30 anos, Françoise (uma espécie de alter ego da autora), e seu envolvimento num trio amoroso: ela, Pierre Labrouse e a enigmática Xavière, jovem que exerce forte atração no casal. Ambientado no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, o livro disseca o amor em todos os seus meandros: ciúme, decepção, frustração, raiva, incerteza...


Contadas em forma de diário escrito pelas protagonistas, as 3 histórias do livro [A Idade da Discrição Monólogo A Mulher Desiludida] têm como temas a solidão e o fracasso, mas cada qual apresenta um enfoque específico. As mulheres desses relatos não compreendem bem o que lhes está acontecendo, um universo que até então lhes parecia seguro começa a desmoronar e, aturdidas, elas perdem até mesmo a noção de sua própria identidade.



Romance de tese, histórico e utópico, o livro conta a história de um homem que, no século XIII, não hesita em beber um elixir da imortalidade para tentar escapar das limitações de sua condição de mortal. Assim, o ambicioso e entusiasta conde Fosca, desafia o tempo e chega até os dias de hoje questionando tópicos inerentes à natureza humana, tais como a ambição, o poder, a imortalidade, o prazer, o destino e a transcendência.
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( não está ao alcance de todas, o poderem identificar-se com tão sublime personalidade...)

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