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domingo, 20 de abril de 2008

o fim


Não há uma maneira fácil de acabar com uma relação
É como o queijo Mozzarella numa boa fatia de pizza. Por mais que afastemos a fatia da boca, o queijo fica cada vez mais esticado e mais fininho, mas não se parte.
Claro que podemos sempre comer a pizza com garfo e faca, mas acho que estamos perante a famosa analogia de " puxar o queijo " .




Uma forma de pôr fim à relação é através do adultério.
O adultério. Aí está uma coisa complicada. Não basta ter um adultério, é preciso cometer um adultério. Mas só se pode cometer um adultério se se tiver um compromisso. Por isso é preciso assumir o compromisso antes de podermos sequer pensar em cometer adultério. Não se comete nada se não houver compromisso. Depois de assumirem o compromisso, já podemos cometer adultério, ser apanhados, divorciar-nos, perder a cabeça - e então já podem internar-nos ou meter-nos na cadeia.
Mas sabem ? Há pessoas que enganam a pessoa que está a enganá-los, o que é mais ou menos o mesmo que assaltar um banco e depois voltarmo-nos para o outro assaltante e dizermos : " Muito bem, passa para cá o que roubaste. "

Acho que, mesmo que tenhamos tido uma relação com alguém - ou, melhor, sobretudo se tivemos uma relação com alguém - é muito difícil ficarmos amigos, mesmo que tentemos.
É por nos conhecermos tão bem. Conhecemos todos os truques um do outro. É como dois mágicos a tentarem entreter-se um ao outro.
Um diz: " Olha, um coelho.
O outro diz: " E então?...Era esta a carta que tiraste ? "
" Olha, e que tal se nos serrássemos um ao outro ao meio e acabássemos por hoje ? Concordas? "

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